DETONA RALPH

Está nos cinemas de Belém a animacão Detona Ralph. Confira os horários e a crítica aqui no site!

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Um dos filmes mais esperados do ano chega aos cinemas e não decepciona. Leia a crítica.

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A primeira websérie paraense do gênero em 10 episódios.

Keblinger

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O sucesso Titanic volta a ser exibido nos cinemas, agora em 3D. Confira as salas e horários!

9 de out. de 2012

Hotel Transilvânia

Os monstros precisam descansar. Pensando nisso, Drácula (Adam Sandler), constrói um hotel ou resort, como queiram definir, usando as dependências de um castelo, para abrigar os colegas que assustam e aterrorizam os humanos. No refúgio, o Conde, além de tentar isolar as criaturas dos humanos, cria com muita proteção a filha Mavis (Selena Gomez), já na fase adolescência.

Todos os anos, ele promove uma festa para comemorar o aniversário dela. Agora, na comemoração dos 118 anos, com a presença dos camaradas assustadores, algo inesperado acontece: um humano, adolescente aventureiro, consegue entrar no recinto e passa a ser uma "ameaça" à tranquilidade e diversão do local. Pior ainda, é o interesse amoroso de Mavis pelo intruso, para desespero do pai.

Esta animação, mais uma aposta da Sony Pictures em se firmar no lucrativo gênero da animação, ainda não foi capaz de agradar a crianças e adultos, algo que a Pixar e a Dreamworks já tiram de letra. A tarefa coube a Genndy Tartakovsky, o criador de O Laboratório de Dexter e As Meninas Superpoderosas, dois grandes sucessos do Cartoon Network. Até que a intenção se materializa na primeira meia hora, com o desfile de figuras emblemáticas do mundo assustador do cinema, como Frankenstein, O Homem Invisível, Lobisomem, etc. O público mais adulto, cria um empatia quase que instantãnea, ao reencontrar com tais ícones. Um ritmo bom é empregado e as soluções visuais e as piadas, realmente funcionam. 
Após esta metragem, o foco, então, passa para a relação de Drácula com a filha Mavis. A superproteção dada por ele à filha e o cuidado em isolá-la do mundo e dos humanos. Fica a sensação em  agradar também o público adolescente. Mas não de forma inteligente, criativa. E velhos clichês são jogados em profusão, caindo no comum e na previsibilidade. Para o público mais maduro e cinéfilo, ficam apenas o aspecto técnico como atrativo e algumas inserções imaginativas visuais.

Claro que para o público infantil, a satisfação é garantida. Muitas cores, diálogos com alguma graça, um 3D satisfatório para esta faixa etária e até uma dublagem bem trabalhada, além das já tradicionais "lições de moral" para a criançada.

Neste ano, colocada ao lado de ParaNorman, com o qual apresenta semelhança temática e perde em inteligência, Hotel Transilvânia é uma animação apenas razoável para os padrôes e importância que o gênero já alcançou.

Direção - Genndy Tartakovsky
Roteiro - Dan Hageman, Kevin Hageman
Duração - 91 min
Genero - Animação
Nome Original - Hotel Transylvania
Pais - EUA
Ano - 2012

8 de out. de 2012

Busca Implacável 2

Continuação desnecessária e bem ‘mais do mesmo’, mas ainda assim um bom entretenimento.
Há tempos que Luc Besson não dirige um bom filme e há tempos que não escrevia um bom roteiro, até o ótimo “Busca Implacável” de 2008, estrelado por Liam Neeson. Na época foi uma grande surpresa, um filme empolgante, mas que deveria ter sido um só. Porém, como o que dá lucro gera continuações, após 4 anos temos este desnecessário “Busca Implacável 2”, que poderia ser muito bem “Busca Implacável Remix”, já que a história é praticamente a mesma do antecessor, o que muda aqui é a direção: sai o super competente Pierre Morel (“13º Distrito”) e entra o esforçado Olivier Megaton (“Carga Explosiva 3”).

Esta continuação mostra o personagem de Neeson, a meu ver mais preguiçoso que no filme anterior, (não sei se é mesmo o personagem, ou se seria o ator, que aceitou fazer a continuação pelo lucro – o filme inclusive já arrebentou nas bilheterias), porém bem mais habilidoso, fazendo o que faz de melhor, como ele mesmo cita em uma das falas do filme. Creio que esta habilidade citada, que vemos em demasia no filme, seja um dos trunfos desta sequencia e mostra realmente o quão ‘safo’ é o personagem. As cenas dele e sua filha (interpretada mais uma vez pela bela Maggie Grace – que tem aqui uma ótima atuação) são outro ponto positivo do filme, mas para por aí, o resto é mesmice.

A direção de Megaton é esforçada, mas fraca, o que me incomodou bastante em vários momentos, pois acho que ele quis mostrar tantos ângulos para a mesma cena que ficou forçado, perdido, como se não houvesse uma continuidade, mas sim uma colagem de ações num único take. O próprio roteiro de Besson e Robert Mark Kamen está mais fraco, preguiçoso, piegas, enfim...
“Busca Implacável 2” é um bom entretenimento, com boas sacadas e cenas de ação, mas história fraca e conhecida comprometem a inteligência do espectador, que precisa desligar o cérebro para não se chatear e curtir esta sequência.






Direção - Olivier Megaton
Roteiro -  Luc Besson and Robert Mark Kamen
Duração - 91 min
Genero - Ação/Policial
Nome Original - Taken 2
Pais - França
Ano - 2012


7 de out. de 2012

Literalmente Implacável nas bilheterias

"Busca Implacável 2" se aproveita do sucesso do primeiro filme e, mesmo com péssimas críticas (a nossa estará esta semana aqui no site), arrasa nas bilheterias.


Com uma estrondosa arrecadação de 50 milhões de dólares, "Busca Implacável 2" ("Taken 2") foi o grande campeão deste último final de semana da bilheteria americana e o 2º maior arrecadador em um mês de outubro na história. Não deu pra ninguém e o ouro e o lugar mais alto do pódio ficou para a continuação estrelada por Liam Neeson e Maggie Grace que você já pode conferir aqui no Brasil e claro, em Belém.

Em 2º lugar temos o campeão da semana passada: "Hotel Transilvânia", que com mais e aproximados 26,5 milhões já chega a um montante de 76 milhões de dólares em 10 dias. Ótimo valor para a criticada animação. A mesma já está em cartaz em nossas salas de cinema.

Fechando nosso TOP 3 está "A Escolha Perfeita" ("Pitch Perfect"), comédia estrelada por Anna Kendrick e Brittany Snow que conseguiu um lugar no pódio após arrecadar aproximados 14,5 milhões de dólares, chegando a um montante de aproximados 21,5 milhões de dólares em 10 dias. A previsão de estréia no Brasil para o medalhista de bronze da semana é apenas em dezembro.

Na próxima semana teremos muita comédia e os aguardados "Argo" de Ben Affleck e "A Entidade", estrelado por Ethan Hawke.

4 de out. de 2012

Corações Sujos

Após o término da Segunda Guerra Mundial, o Japão passou por um período de reconstrução árduo. Em primeiro lugar, havia a necessidade em aceitar a derrota para os Aliados. O que, significaria, para boa parte dos japoneses, ir de encontro à tradição triunfalista da país até então.

Os imigrantes nipônicos no Brasil, em 1946, dividiram-se quanto ao processo de derrota / rendição do país. Houve os que não acreditaram nos fatos ocorridos e criaram uma resistência para combater a quem aceitou a nova realidade, os chamados "corações sujos", que não honravam o nacionalismo da nação oriental.


Este episódio histórico é ficcionado no filme de Vicente Amorim, tendo como base o livro de Fernando Morais, que utiliza como início dos conflitos, a reação do governo brasileiro reprimindo os japoneses descrentes da vitória aliada. Os oficiais militares brasileiros, então, em uma missão, caracterizada por excessos, desonram também um dos grandes símbolos japoneses, a bandeira e, assim, desencadeiam, entre os "corações limpos", uma cruzada para recuperar o espírito de honra, mas com consequências bastante conflituosas para a comunidade.

Neste caso, os crentes ainda na glória japonesa, passam a recrutar, simpatizantes com a intenção de perseguir ou eliminar os "traidores", criando uma organização. Um destes imigrantes recrutados, o fotógrafo Takahashi (Tsuyoshi Ihara), é transformado em um assassino, seguindo os princípios de honra e dos guerreiros samurais. Mesmo sendo acompanhados de incertezas, injustiças e violência. A esposa de Takahashi, Myiuki (Kimiko Yo), sofre com o caminho trilhado pelo esposo e a incapacidade dela em evitar a possibilidade iminente de uma tragédia. 

As qualidades técnicas do filme são inegáveis. Uma fotografia bem elaborada, contribuindo para dar um acabamento plástico bonito às cenas. Mesmo em passagens que entrecortam certas sequências, utilizando a imagem parcialmente desfocada, há uma função para tanto. Não é gratuito. O som do filme também é de primeira, de um capricho bem evidenciado, sobretudo nos efeitos sonoros. A trilha sonora, sim, que mesmo bela, em demasia e em momentos desnnecessários, chega a causar incômodo, na tentativa de "orientalizar" demais as ações do filme, mesmo ficando bem claro, toda a ritualização típica samurai.

Atuações muito boas do elenco. Sobretudo dos atores japoneses. Ajudou também nisto a utilização da maioria dos diàlogos na língua original dos nipônicos, criando uma identidade mais verossímel. Já  com os atores brasileiros, o único papel de destaque é de Eduardo Moscovis, oferecendo uma interpretação apenas correta a um delegado, responsável em manter a ordem e evitar um conflito mais violento entre os imigrantes.

Vicente Amorim, que se destacou a partir de O Caminho das Nuvens,  realiza uma direção boa, segura. Peca, apenas, em dar uma aspecto muito formal e solene  em algumas passagens. Mas nada tão comprometedor para prejudicar o roteiro de David França Mendes, qualificado o suficiente para despertar o interesse do espectador em conhecer mais profundamente a nossa História.
Direção:Vicente Amorim
Roteiro: David França Mendes 
Gênero: Drama 
Duração: 107 minutos
País: Brasil

Ano: 2011

1 de out. de 2012

Paraísos Artificiais

 O cinema nacional vem se modificando bastante nos últimos anos. O aumento da produção tem trazido muita criatividade e inovação (técnica principalmente) para nossas telas. Algumas, desnecessárias. Outras, muito bem-vindas, como é o caso de “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado.

O filme mostra com bastante propriedade a vida de jovens aventureiros que curtem a pouca idade em viagens, raves, tudo regado a muita bebida, sexo e drogas. Como protagonistas vemos Érika (Nathalia Dill, ótima como sempre), uma Dj brasileira em ascensão e Nando (Luca Bianchi). Os dois se encontram em Amsterdam e vivem uma grande história de amor. Porém, o que a princípio parece simples se transforma em uma complicada relação com as descobertas de muitos segredos que rondam a vida e o passado dos dois.

O que se destaca aqui não é nem o roteiro em si, mas a forma como o diretor conduz o espectador por essa história. Ele consegue envolver o público de uma maneira que parece que estamos dentro do filme, vivendo a história junto com os personagens.

O filme tem muitos pontos positivos. O elenco é muito bem escolhido e trabalho. Nathália Dill carrega o longa nas costas como protagonista e nos oferece uma interpretação sem barreiras, sem crises. Ela se entrega ao público tanto quanto a própria personagem se entrega à vida. Os outros protagonistas e elenco de apoio também seguram muito bem a interpretação.

A trilha sonora foi muito bem escolhida, a fotografia (bem diferente do que estamos acostumados a ver em filmes nacionais) é belíssima, com uma explosão de cores e imagens de tirar o fôlego. A montagem do longa também é um grande diferencial na história.

“Paraísos Artificiais” é um filme que merece ser visto e apreciado. Vem de uma safra nova de produções nacionais que prometem revolucionar (para melhor) o cinema brasileiro. Tomara que outros cineastas continuem apostando em ideias inovadoras como esta. O que não pode acontecer é deixar de arriscar. 

Direção: Marcos Prado 
Roteiro: Cristiano Gualda, Pablo Padilla e Marcos Prado  
Duração - 96 min 
Gênero: Drama
Nome Original: Paraísos Artificiais 
País - Brasil
Ano - 2012 

30 de set. de 2012

Animação vence Ficção

Num final de semana em que os estúdios voltaram a sorrir com bons lucros de bilheteria, dois estreantes foram direto para o topo.

A animação "Hotel Transilvânia" foi a grande campeã da bilheteria americana ao arrecadar ótimos 43 milhões de dólares neste último final de semana e assim garantir o ouro e o lugar mais alto do pódio. A animação esteve em pré-estréia neste final de semana em Belém e chega em definitivo aos nossos cinemas no próximo final de semana.


Em 2º lugar e com a prata temos "Looper - Assassinos do Futuro", ficção científica estrelada por Bruce Willis e Joseph Gordon-Levitt. O filme, que você confere a crítica aqui no site, arrecadou aproximados 21 milhões de dólares no último final de semana.

Fechando nosso TOP 3 está "Marcados para Morrer", filme estrelado por Jake Gyllenhaal e Michael Peña, que com mais 8 milhões de dólares chegou a um montante de aproximados 26 milhões em duas semanas. A estréia no Brasil está marcada para o dia 19 deste mês .

No próximo findi teremos comédia, drama, terror, e os aguardados "Busca Implacável 2" e "Frankenweenie", a nova animação de Tim Burton.